22 de julho de 2010

O princípio do possível


Existo; logo, faço parte do universo. Minha vida é o resultado de um projeto Divino; em que o criador, de sua essência de Luz, fez-nos parte.
Através desse conceito, calquei minha existência a partir do princípio do possível. Nosso mundo é rodeado de circunstâncias e oportunidades; em que, desde crianças, somos levados a acreditar em nossas limitações.
Porém, ao perguntar o que significam tais limitações, muitos de nós têm dificuldade em responder tal questionamento. Para alguns, uma situação pode representar um problema; e para outros, uma solução.
De maneira comum, existem dois tipos de situações: as possíveis e as impossíveis de serem resolvidas. Ou melhor; momentos em que podemos agir e alterar o curso dos acontecimentos ou então, momentos em que não temos escolha e aceitamos o que se passou.
É como o espelho que se quebra. Uma vez trincado, jamais voltará à forma original. Não temos como repará-lo.
Agora; se estudamos para uma prova com determinação, passaremos. Se deixarmos de estudar, sofreremos a consequência de nossos atos.
Analisando por esse ponto de vista, cheguei à conclusão de que tudo aquilo que podemos interferir, podemos conseguir. Poderá ser muito difícil, mas não será impossível de realizar.
Como estamos acostumados a olhar o horizonte e achar que o fim do caminho está longe, nunca damos o primeiro passo em direção aos nossos objetivos. Consequentemente iremos nos acomodar; e, dia após dia, guardaremos dentro de nós sonhos adormecidos que nunca irão se tornar realidade.
Cada sonho não realizado e sepultado em nossa mente; cada vez mais, fará com que percamos o poder de enxergar o horizonte. Assim, nunca saberemos o que se esconde além das fronteiras da imaginação.
Acreditar em nossos ideais, quebrar os paradigmas de nossas limitações, saber que o possível é real; enfim, perceber que somos capazes de trilhar qualquer caminho. São atitudes de quem é o portador da Luz Divina.
De quem aceita e entende os desígnios do Pai; enfrenta as barreiras impostas pela vida, e nunca deixa de lutar.

16 de julho de 2010

Efeito dominó

Em nossa vida, deparamo-nos diariamente com as mais diversas situações, sejam elas favoráveis ou adversas. E, naturalmente, cada um de nós tem um tipo de reação diferente diante de cada acontecimento vivido.
Quando algo nos aflige e nos faz sofrer, geralmente não enxergamos soluções que estão à nossa frente. Assim, deixamos de prosseguir em nosso caminho e continuamos a lamentar. Nada se resolve.
Ou também quando algo de bom acontece conosco e não sabemos lidar com o bem que recebemos, da mesma forma podemos deixar de ganhar. Se não tirarmos proveito da situação e aprender as lições recebidas, as coisas boas que aconteceram acabam-se perdendo no tempo.
Pois bem; se pudéssemos adotar uma tática diante dessas situações antagônicas, o bem e o mal, aplicaríamos o chamado efeito dominó. Parece curioso, mas pode ter tudo a ver.
Quando recebemos uma benfeitoria; precisamos mutiplicá-la, assim como fazemos quando empilhamos vários dominós em fila e empurramos a primeira pedra. Uma derruba a outra, e a natureza se encarrega de completar a ação.
É fazer do bem uma pedra de dominó; que propaga boas ações, mesmo quando deixamos de agir perante aquela causa.
Agora, se estamos diante de fatos que nos prejudicaram e sentimo-nos desvalidos, podemos aplicar o efeito dominó ao contrário. A fila de pedras está caída; tudo deve ser refeito.
É difícil, pois o esforço para levantar a última peça é maior, e assim por diante. A penúltima, a antepenúltima até chegar à primeira pedra.
Dessa forma, teremos conseguido reverter a situação e estaremos prontos a praticar o bem. Cai a primeira peça e o bem se espalha novamente. É um ciclo que nunca termina. O bem o mal andam sempre juntos.
Cabe a nós encontrar a melhor maneira de lidar com tudo aquilo que encontramos em nosso caminho e escolher o bem como nosso guia.
É mais fácil empurrar a primeira pedra e deixar acontecer, do que refazer uma pilha de dominós já derrubados e reconstruir todo o trabalho feito.

12 de julho de 2010

Castelos de areia


Vida breve, vida longa, simplesmente vida
Construída de sonhos, projetos, fantasias
Dias alegres, dias tristes, dias vividos
Passo a passo, dia a dia, olhando para a frente
O momento presente nunca volta, o futuro parece distante
Porém, o que prevalece é o presente
Em terra firme, edificar o caminho que se trilha
Não podemos ir adiante sem que tenhamos segurança
Saber que o chão que pisamos pode sustentar-nos
Seja na vitória, quando galgamos o sucesso
Seja na derrota, quando caímos e levantamos
Enfim; para viver, é preciso planejar cada passo
E que nossa vida seja construída em bases sólidas
Seja paciente e viva intensamente cada dia
Assim, terá a condição de plantar sonhos
E mais do que isso: colher realizações
Não faça como os castelos de areia
Que ao primeiro sopro do vento
Ou o suave avanço das ondas do mar
Desfazem-se e apagam os sonhos
Saiba viver!

5 de julho de 2010

Seguindo em frente


Manhã de sol, o vento sopra sobre a relva
É mais um dia de inverno, recomeço da longa caminhada
A madrugada se foi, prometendo voltar
A lua, ofuscada pelo astro rei, esconde sua alva beleza
A revoada de pássaros anima a paisagem serena
Chega a chuva; e com ela, a vida
Tudo se modifica, tudo se renova
Menos a minha vontade de vencer
A minha vontade de seguir o caminho
A minha ânsia por enfrentar o desconhecido
Hoje, parcialmente desvendado
Só podemos conquistar aquilo que conhecemos
O que nos traz incerteza não podemos superar
Meu novo dia é o primeiro passo
Como se fosse um constante recomeço
Tendo sempre uma nova oportunidade
Os dias parecem iguais
A lua se vai, chega o sol, vem a noite
As estações do ano se sucedem, o tempo é implacável
Mas devemos ser firmes e não desviar do caminho
Pois cada passo que damos rumo aos nossos objetivos
É como se caminhássemos buscando a luz no fim do túnel
E quando lá chegarmos, encontraremos os nossos sonhos
Que já terão se tornado realidade
Olhando para trás, perceberemos que o túnel nunca existiu
Foi apenas o reflexo de nossas dificuldades
Que, na dor, foi o incentivo para que levantássemos
E nos motivaram a levantar e seguir em frente

1 de julho de 2010

Momentos que marcam


Outro dia, estava em minha casa estudando e observei um fato interessante. Ocasionalmente, ao ler algum texto longo e detalhado, sempre encontro alguns tópicos importantes e significativos.
Para facilitar o estudo, procuro destacar aquela parte com uma caneta marca-texto para ajudar na memorização. Posteriormente, ao rever a matéria, vou direto aos pontos marcados e dessa forma economizo tempo e sei exatamente quais os elementos mais representativos.
Isso despertou em mim uma percepção a respeito da vida. Parece engraçado, mas tem tudo a ver. Passamos por diversas situações em que geralmente não damos valor às pequenas coisas ou circunstâncias em que poderíamos tirar proveito de algo.
Como nosso dia a dia é muito atribulado, esses momentos acabam ficando no esquecimento. No entanto, se a cada vez que algo acontecer e isso tiver importância para nós, devemos valorizar esse acontecimento.
Não só valorizar, mas marcar esse instante em nossa mente, pois em algum momento da vida iremos lembrar disso.
Ao lembrar do fato e entender que ele foi importante e pode ser-nos útil; estaremos aplicando o princípio da caneta marca-texto, assim como fazemos ao ler um texto ao estudar.
Nossa existência é muito breve e agitada. Podemos e devemos estar atentos aos mínimos detalhes que ocorrem conosco. Muitas vezes acontece algo que não nos serve, mas no futuro poderá ser de grande valia.
Se não registrarmos essas passagens, as mesmas poderão se perder e não aproveitaremos os benefícios que elas poderiam nos trazer. Precisamos recomeçar tudo de novo.
E assim segue a nossa vida. É preciso estar atento a tudo que acontece em nosso caminho, em nossa dura jornada.
Pode ser que aquele farol distante que quase não enxergamos, seja a luz que vai guiar-nos para o sucesso.

24 de junho de 2010

Aprendendo com a vida


Para se chegar à luz, temos que passar pela escuridão
Se quisermos alcançar a paz, precisamos enfrentar obstáculos
A saúde perfeita só se adquire suportando as enfermidades
O bem estar é fruto do aprendizado de uma vida atribulada
A alegria de viver é resultado da compreensão do sofrimento
A riqueza interior é advinda da compaixão pelo próximo
A felicidade é consequência da assimilação dos dissabores
O sucesso é conseguido ao valorizarmos o fracasso
O sorriso sincero é o espelho de lágrimas derramadas
É assim a nossa vida
Para chegarmos ao topo e conhecer a plenitude espiritual
É preciso entender o significado de nossa existência
E a razão por que tanto lutamos
Tudo no mundo tem duas faces
E é justamente conhecendo os dois lados da moeda
Aprendendo com uma vida de experiências
É que adquirimos bagagem e conhecimento
Para dar valor às coisas que hoje possuímos
E com garra e determinação conquistamos

18 de junho de 2010

Novos caminhos


Pelos caminhos esquecidos no tempo, segue o velho trem
Na longa jornada, sem descanso, incessantemente busca seu destino
Por tantas e tantas vezes, desembarcou sonhos e conduziu esperanças
Quantas paradas, quantos lugares; num infinito vai e vem de emoções
Os velhos trilhos, os mesmo lugares, a mesma sina
Outras paragens não conhecia, desbravar o mundo era sua vontade
Porém, nessa vida tudo se transforma; nada é impossível
Para quem tem sede de mudança e atingir o inalcançável
O velho trem descobriu que o mundo ia além do horizonte
Que poderia levá-lo a outros caminhos
Basta contruir novos trilhos, fazer um novo trajeto
Deixar para trás as dificuldades e os tropeços
Desbravar o desconhecido, ter coragem para prosseguir
Só assim teremos a chance de vencer o medo
E alcançar o sucesso que tanto almejamos
O velho trem quebrou as barreiras e tomou outra direção; seguiu seu rumo
Preste atenção e olhe à sua volta
Perceba que há muitos destinos a serem percorridos e explorados
Construa uma nova estrada e mude o percurso de sua vida
Você verá que há um mundo fantástico esperando por você
Com muitas oportunidades e chances para vencer
Acredite e vá em frente

15 de junho de 2010

O sabor da vitória


Em minhas mãos, o meu destino
O meu caminho sou quem faz
Não sou mais nem menos, sou apenas eu
Sou o universo, sou um grão de areia
Sou a estrela no céu, sou a gota de orvalho
Sou poeira da estrada, sou folha levada ao vento
O sucesso é a minha estrada, a confiança é o meu guia
Cabeça erguida, sempre em frente
Contornando obstáculos, vencendo barreiras
Aprendendo que a vida é feita de momentos
Momentos de aprendizagem, momentos de ensinamento
Vencer não é utopia, chegar lá não e um sonho
Poder lutar com a plena consciência
De que podemos ganhar ou perder, mas nunca desistimos de tentar
E assim é a vida, a vitória é merecimento dos que lutam
Derramam o suor e não se intimidam
Diante dos que se dizem fortes e vencedores
Que nunca se arriscam e não se empenham
Mas sou forte e no meu caminho não me perco
Tanto andei e aqui me encontro
Após tantas batalhas perdidas, venci a guerra
Finalmente cheguei ao topo
Mas quando olho para trás e vejo minha bagagem
Encontro-a repleta de coragem e energia, conquistadas passo a passo
Tesouros preciosos que somente eu sei o valor
E que hojem formam o alicerce do meu sucesso

10 de junho de 2010

O valor da humildade

Já quase noite, cheguei em casa após um cansativo dia de trabalho. Apesar de exausto, agradecia por estar mais uma vez em meu lar, desfrutando do meu conforto e minha segurança.
Deixei minhas coisas em cima da cadeira da sala e rapidamente fui à cozinha preparar o meu jantar. Não havia muito o que escolher; uma sopa de fubá com o pão que havia comprado logo pela manhã, saciavam minha fome.
Um copo de água e nada mais. Enquanto acendia o fogo para fazer a sopa, divagava em meus pensamentos:
- Quantas pessoas nesse momento gostariam de estar no meu lugar? Protegidos do frio e preparando sua refeição. Sei que o que tenho não é muito, mas o suficiente para viver satisfeito.
Logo a sopa ficou pronta e sentei-me à mesa para jantar. Rapidamente limpei o prato e tomei o copo de água. Lavei a pequena louça que se formou na pia, e fui até o banheiro para tomar um banho quente.
Já descansado, deitei-me na sala e liguei a televisão. Não havia qualquer programa que despertasse meu interesse; então desliguei-a e fiquei ali mesmo, meditando acerca da minha vida.
Realmente, era um homem de poucas posses; morava em um barro afastado do centro e precisava tomar dois ônibus para chegar em casa, assim como percorria o mesmo trajeto para chegar ao serviço.
Pensei no meu trabalho; que, apesar de simples, era digno e daquela maneira tirava meu sustento. Minha função era frentista em um posto de combustível no centro da cidade.
Imaginava como seria minha vida se não fosse o pequeno salário que recebia, e dessa maneira conseguia manter-me. Dessa forma, tudo o que hoje tenho, veio com o suor do meu trabalho e da minha dedicação.
Não é muito; mas para mim, tenho o que preciso para viver satisfeito. Quantas pessoas têm tanto e cada vez querem mais.
Preocupam-se tanto com dinheiro, que sempre acham pouco o que recebem. Nunca estão realizados com seu trabalho; querem sempre ganhar mais e via de regra, põem defeitos nos seu colegas ou superiores.
Consideram-se cansados de tanto trabalho e tanta contrariedade. O apego aos bens materiais leva as pessoas a considerarem-se importantes pelo que têm, e não pelo que são.
Quantos deixam de comprar comida para ter roupas de grife ou simplesmente não pagam o aluguel para ter um carro do ano. Só pra impressionar os vizinhos, a família ou mesmo os colegas de trabalho.
Mas nesse mundo; percebi que, em determinadas situações, podemos e devemos aceitar condições que a vida nos oferece. Não que estejamos passando por cima de nossa dignidade; ou "engolindo sapos", como dizem.
É que o ser humano, por natureza, dificilmente pensa no futuro quando fatos negativos acontecem em sua vida. Não pensa que aquele trabalho, apesar de estressante e cansativo, traz-lhe o sustento e a oportunidade de crescer profissionalmente.
Não dá valor ao pouco que tem e cada vez quer mais, perdendo-se em sua ambição desenfreada. Mas fazer o quê? Cada um tem um modo de encarar a vida. Pelo menos posso viver de maneira digna, apesar de simples.
Aprendi a viver amando tudo o que tenho. Se posso ter minha moradia, alimentar-me de maneira adequada, se tenho saúde e disposição, pouco mais preciso para ser feliz.
A partir do momento em que percebo que tenho saúde, disposição para o trabalho, amigos verdadeiros, a família ao meu lado, um teto que me abriga, dispor de uma boa alimentação; posso considerar-me um homem plenamente realizado.
Meu horizonte está sempre ao meu alcance e nunca me perco em minhas pretensões. Ambição? Claro que tenho. Mas de maneira equilibrada, passo a passo. Se o meu destino está reservando alguma coisa boa, será em virtude de meu merecimento; e com certeza, chegará na hora certa.
Acredito que uma força superior rege nossas vidas e sempre há tempo para recomeçar. Cada dia é uma nova oportunidade e todos aqueles que se encontram desorientados em seu caminho, podem ter certeza que Deus está sempre ao nosso lado.
Não importa quantas vezes sucumbimos por não seguir a luz Divina, o que importa é querer levantar. Erguer a cabeça e seguir em frente, vendo o mundo com outros olhos.
Adormeci ali mesmo na sala. Depois de uma noite tranquila de sono, levantei-me e tomei um bom café. Após um banho relaxante, troquei-me e saí para o trabalho. Uma longa caminhada até o meu destino.
Levava no bolso apenas o dinheiro para o ônibus. A um quarteirão do ponto onde tomaria minha condução, deparei-me com uma humilde senhora que abordou-me e assim disse:
- Meu senhor, faz dois dias que eu não como; será que poderia me arrumar um trocado para comprar um pão e matar minha fome?
Pensei comigo:
- Esse é o único dinheiro que tenho para chegar até o trabalho. Se dispuser dessa quantia, como farei para chegar lá?
Sem pensar, coloquei a mão no bolso e dei o que tinha àquela senhora. Sabia que teria que ir a pé para o trabalho, pois nada mais tinha comigo.
Ela então agradeceu, abençoou-me pela minha gratidão e partiu em busca do pão que tanto queria.
Cheguei atrasado ao serviço e levei uma repreensão de meu chefe. Fazer o quê? Mas pelo menos percebi que, mesmo com minha pobreza material, ainda tinha condições de fazer feliz uma alma que nem um teto tinha.
Minha riqueza e meus valores são outros. Valiosos para mim e tão distantes para tantas pessoas que se acham poderosos e inatingíveis.
Esquecem-se de que o sol brilha para todos, mas só é aquecido aquele que tem o coração aberto para a humildade.

5 de junho de 2010

Ventos do destino


Tudo muda, tudo passa, tudo se transforma
O tempo modifica o próprio tempo
O que hoje é um sonho por um futuro melhor
Amanhã pode ser relegado a mera aspiração esquecida num canto
De um passado sem lutas, de um passado sem glórias
Entretanto; podemos colorir essa realidade
Podemos aplicar aos nossos sonhos, nossa determinação
O tempo é como o vento que sopra sobre as dunas
Nenhum momento é igual, nenhum instante se repete
As dunas mudam de lugar, mas são sempre areia
Nós somos as dunas e o vento é o nosso destino
Temos a capacidade de domar o vento e virar o jogo
Se hoje somos afligidos pelo que não conseguimos vencer
Nossos passos firmes nos levam ao conhecimento e ao sucesso
A própria vida nos ensina, modificando nossa concepção do mundo
Tudo está ao nosso alcance, basta observar
O mesmo metal que forja uma espada fatal, transforma-se em singela flauta
Trazendo paz e alegria aos que a cercam com sua enebriante música
Que assim seja; sendo duna ou areia, nunca nos dobremos à força do vento
Mudar é inevitável, acreditar é preciso, lutar é fundamental