Ao nascer, recebemos da Divina Providência o dom da vida. É importante salientar que somos os únicos responsáveis pela construção do nosso fadário.
Temos à nossa disposição um campo de terra virgem, já arado e pronto para receber a plantação e que tornar-se-á a fonte que irá abastecer-nos por toda a nossa existência. Ali será cultivado nosso destino.
Mas tudo isso será possível se realmente cuidarmos do nosso plantio com carinho e dedicação. Se quisermos colher no futuro, teremos que plantar no presente. Torna-se grande a nossa responsabilidade.
E não é só plantar; nossa plantação, ou melhor, nossos sonhos precisam ser regados, adubados, protegidos das tempestades, chuva, geada, para tornarem-se realidade e transformarem-se em abundante colheita.
Diariamente, estamos aprendendo; e com isso, conseguimos a condição de aprimorar nossos hábitos. É certo que nem todos os momentos serão de fartura, existirão aqueles períodos em que a terra encontrar-se-á cansada e sem vida; abatida pela falta de chuva e maltratada pelo tempo.
É hora de renovar. Hora de refazer a plantação, revolver a terra, arrancar as ervas daninhas, arar o campo, adubar e preparar um novo plantio. Depende de nós. Tudo está à nossa disposição, é só arregaçar as mangas e recomeçar.
Aproveitar as boas técnicas anteriormente utilizadas e corrigir o que não deu certo. Tanto a nossa vida quanto uma planta precisam de cuidados diários.
Nem água demais, nem sol em excesso, tudo na medida certa. Se uma planta está abatida e maltratada, não devemos descartá-la; devemos cuidar para que seja recuperada e volte viver. Assim somos nós.
O campo da nossa existência depende de nossa conduta para sobreviver e frutificar; a colheita está à nossa espera. Vamos cuidar bem da nossa plantação, vamos tratar com carinho a terra que recebemos.
Foi um presente de Deus e que somente a nós cabe a missão de cultivá-la.