4 de março de 2011

Alegria, alegria


Quanta alegria, quanta folia
É carnaval!
Enxergar a vida com outros olhos
Colocar a fantasia
Dar vazão aos nossos sonhos
Brincar, pular e comemorar
A vida é uma festa
Quem dera fosse sempre carnaval
Todos alegres, todos cantando
Vivendo a vida como se fosse apenas aquele momento
E que a quarta-feira de cinzas nunca chegasse
Mas tudo tem seu tempo
Hoje é dia de festa; vamos aproveitar
E de alguma maneira tentar
Esticar essa alegria por todo o ano
Pois tudo tem um fim
O carnaval termina
A festa se acaba
A alegria continua

28 de fevereiro de 2011

Reviver


A fina chuva cai lá fora
Gota a gota, vão-se embora as minhas dores
 Renova-se minha alma
A vida recomeça
O velho dá lugar ao novo
A chuva faz renascer minhas esperanças
De que tudo revive, nada é eterno
Logo, o sol voltará a brilhar
Mas a chuva, que agora se faz presente
É e sempre estará viva em meu coração

21 de fevereiro de 2011

Pobre menino rico


Quando criança, sempre escutava meu pai dizendo : "Pobre menino rico".
Para mim, era difícil entender o que significava essa expressão. 
No meu entender, era complicada a ideia de que um menino seria pobre e rico ao mesmo tempo. Nunca conseguia entender a realidade daquela circunstância. 
De que maneira uma criança poderia simultaneamente, viver duas situações tão diferentes e tão distintas.  
Sempre fui uma criança curiosa, sempre a perguntar e questionar as coisas. 
Naquela época, eu era muito (confesso que ainda sou) emotivo e, quase sempre, chorava quando algo me intrigava ou deixava-me comovido.
Nesse caso, quando meu pai fazia essa afirmação, eu respondia prontamente com a seguinte pergunta: 
"Como é que pode, ser rico e ser pobre, hein?"

12 de fevereiro de 2011

Alimento da alma

 
Canto porque tenho vida
Vivo porque sou feliz
Em cada sombra, vejo uma luz
Da minha luz, faço as cores
Em todas as cores, brotam as flores
Em cada flor, sinto o amor
Amor em cada sorriso
Alegria em cada som
A música eleva meu ser      
Alegra o mundo, transforma a vida
Quem canta, a todos encanta
A música é o alimento da alma
Por onde passa, a paz se faz presente
Quem canta, vive em um mundo de sonhos
Portanto, não tenha medo
Abra o seu coração
Cante!


9 de fevereiro de 2011

Ao sabor dos ventos


Minha vida, meus pensamentos
Meus desejos, meus sonhos
Em uma velha folha de papel, registrei as linhas do meu coração
E lá se foram meus anseios, dentro de uma antiga garrafa
As ondas do mar encarregaram-se
De conduzir a velha garrafa ao seu destino
Destino incerto, viagem sem rumo
Minhas memórias seguiam ao sabor dos ventos
Sei, porém, que um dia chegará
Sei que por alguém minhas esperanças serão acolhidas
Meus gritos serão ouvidos
Uma luz se acenderá
A longa viagem não terá sido em vão
No tempo certo, na hora devida
A sorte foi lançada
Os sonhos chegaram ao destino final
O milagre aconteceu

31 de janeiro de 2011

Águas da esperança


Abençoada chuva, lava a alma e lava a terra
Traz esperança, traz a vida
Na fartura da colheita, é somente alegria
Na tempestade que devasta, é momento de recomeçar
A chuva chega, mas não é eterna
Seja benfeitora, seja arrasadora
O tempo se encarrega da sua existência
Em nossa vida, às vezes temos tempestades
Mas dela, podemos tirar proveito
Das suas águas, guardamos a experiência
De que tudo na vida passa
As águas, a correnteza, o temporal
Menos a nossa esperança

24 de janeiro de 2011

Espelho da vida

 
Qual o poder que tem o fogo, se nada existe a ser queimado?
De que vale a força de um vendaval, se não existem obstáculos à frente?
Ser o mais rápido não tem valor, se na disputa não há oponentes...
O muito pode ser pouco
O tudo pode ser nada
Ser o que se vê
Ver o que se é
O valor é algo ambíguo, não depende de si
É muito mais, vai muito além
A importância de ter reside no valor de ser
São os contrapontos da existência
É o espelho da vida

17 de janeiro de 2011

O circo chegou


Alegria, alegria; o circo chegou
Trazendo alegria, a todos encantando
Festa na cidade, a vida ganhou cores
Palhaços que brincam, malabaristas surpreendentes
Engolidor de espadas, globo da morte
Tudo é fantasia, tudo é realidade
O circo chegou trazendo sonhos, mas o sonho não é eterno
Logo, toda aquela algazarra irá partir
Levando consigo toda aquela folia
E a vida volta ao normal
Mas podemos e devemos ser criativos
Pelo menos na nossa lembrança, o circo ainda vive
Com as mesmas alegrias, os pallhaços, as cores vibrantes
Assim, a vida se torna mais brilhante, mais viva
A felicidade mora dentro de nós
O circo é eterno

10 de janeiro de 2011

A escalada


Parecia tão longe... Ao olhar para o alto e avistar o cume da grandiosa montanha, pensei: "É muito difícil, é quase impossível chegar lá!"
Mas era preciso subir, não tinha alternativa. O caminho até então percorrido não poderia ser desfeito. Ainda tinha um objetivo a cumprir. Sabia que nessa escalada encontraria muitos obstáculos; sol, chuva, frio, vento, fome, sede. 
Tudo isso sem contar os desavisados maus conselhos de quem não tinha coragem de enfrentar a subida:
- Você não vai conseguir, desista. Muitos tentaram e não tiveram êxito...
Mas o momento era de ouvir a voz que vem de dentro do coração. Somente eu sabia da minha capacidade e da importância de cumprir o meu destino.
Comecei a escalada. Pouco a pouco fui alcançando altura; conhecendo o ambiente, tendo a consciência dos riscos que corria. Mas com a certeza de que meu esforço seria recompensado, pois estaria alcançando o ponto mais alto da minha arriscada viagem.
Lentamente, mas sempre subindo, fui distanciando-me do chão e cada vez mais próximo do cumprimento dos meus objetivos. Subir quando necessário, parar quando preciso. É importante ter consciência de se trilhar um caminho de forma segura, saber que cada instante percorrido é o mais importante de cada jornada.
Sem perceber, fui deixando para trás todos os medos e desconfianças. Os maus conselhos ficaram lá em baixo e levei comigo apenas as palavras de apoio e a vontade de chegar são e salvo.
Logo, o alto da montanha já não parecia tão distante. Olhando para baixo, os problemas e dificuldades representavam diminutos pontos que lá embaixo ficaram. Quando menos esperava, lá estava. A minha luta chegava ao fim.
A montanha, que antes parecia inacessível, tornou-se uma grande aliada do meu sucesso. Dessa maneira, só então percebi que a minha dificuldade em vencer a escalada não estava no caminho a ser percorrido, e sim na forma como enxergava o desafio.
O topo é apenas parte da montanha; estava lá, imóvel. Coube a mim encontrar meios para que lá chegasse. E cheguei.

3 de janeiro de 2011

À beira do riacho

 
O suor derramado do rosto, o cansaço
De quem luta de sol a sol
Para quem a esperança é uma quimera
Um árduo caminho a percorrer
A lida parece interminável
Mas é preciso caminhar
Viver é preciso
Lutar é fundamental
Ir em busca do tão esperado remanso
Alcançar o tão desejado repouso
Parar à beira do riacho
Enxugar o suor do rosto
Ter o sol como parte da paisagem, não como algoz
Beber das límpidas águas que ali correm
Deitar no gramado e observar as nuvens
É tempo de colher os frutos
O caminho difícil já foi percorrido
A batalha foi vencida
Agora é olhar para a frente e seguir
Mas doravante, com outros olhos
Olhar de quem sofreu, lutou e finalmente venceu