29 de abril de 2011

A primavera vai chegar

O vento frio sopra sobre a relva
As árvores balançam qual um balé encantado
As folhas caem
O brilho do sol parece não aquecer
O cenário é diferente
Tudo parece frio e sem cor
Mas a natureza é sábia
Para que as flores renasçam
É preciso reflorir
É preciso renascer
Do vazio,  brotar a plenitude
Transformar o cinza em arco-íris
Enfim, tudo tem o seu ciclo
Passar por caminhos tortuosos não é o fim
A árvore que perdeu as folhas confia no amanhã
A primavera vai chegar
As folhas voltarão com mais força
A longa espera valerá a pena
E a vida seguirá seu rumo

21 de abril de 2011

Páscoa


Época de renascimento
Hora de renovar as esperanças
Colorir a vida 
Dar sabor ao que se faz
Reviver a cada instante
O ato de renovar é muito mais
Cada novo dia é uma oportunidade ímpar
Se erramos, podemos corrigir
Se caímos, podemos levantar
Enfim, nada é eterno
Viva
Atenção aos pequenos detalhes
Aproveite ao máximo cada instante
Vamos celebrar o momento presente
Fazendo com que a Páscoa seja todos os dias

18 de abril de 2011

Fonte de vida


Destacando-se na bela paisagem, o velho Jequitibá impõe sua magnitude. Forte e vigoroso, seu tronco sustenta os galhos que, acima de todas as outras árvores, parecem tocar o céu.
Quem o vê, não imagina que um dia foi uma simples semente. Tímida e frágil, passou por muitas intempéries e adversidades.
Caída em solo fértil, ficou à mercê do tempo; as chuvas e o sol encarregaram-se de fazer brotar a pequena fonte de vida.
O broto então, rompeu o solo e ergueu-se, crescendo a cada dia e tornando-se uma pequena árvore. Enfrentando tempestades e secas; atravessou décadas e décadas, deixando para trás as adversidades. Vencendo barreiras, suas imensas e fortes raízes cada vez mais buscavam no solo, a sustentação que precisava para garantir a sua estabilidade por toda a sua existência. Sem medo de que um vento ou outro obstáculo qualquer tombasse seu tronco e seus galhos.
Hoje, o velho Jequitibá reina em meio a tantas outras árvores; mas somente ele conhece seu passado e o valor de ter chegado onde hoje se encontra.
Cada um de nós tem dentro de si, as sementes do Jequitibá. Não devemos guardá-las, e sim acolhê-las em terra fértil, fazendo com que floresça em nós a mesma força que transformou a pequena semente em rei da floresta.
Nossas raízes irão sustentar-nos por toda a vida, trazendo-nos a certeza de que nada irá nos abalar.

9 de abril de 2011

Amigo fiel


Mesmo que muitos não queiram
O sol sempre volta a brilhar
Aquecendo os corações
Iluminando os caminhos
Sol, sublime sol
Luz que dirige os meus passos
Fonte de vida que me conduz
Companheiro de tantas caminhadas
Testemunha da minha jornada
Amigo fiel
Diariamente vejo-o partir
Sabendo que voltará
Mas, na verdade, sou eu sigo a partir
Sou eu quem segue em frente
O sol nunca se afasta de mim, está sempre presente
Sei que a luta é árdua
Sei que o caminho é longo
Mas não estou sozinho
Tenho o sol por companhia
Por ele, sou levado ao caminho da luz

1 de abril de 2011

A sombra do poder

 
O grão de areia não sabia que era o deserto
A gota de água não imaginava que era o mar
A pequena estrela também não tinha consciência que era o céu
A humilde flor era também parte do imenso jardim
Tudo o que se vê é muito mais do que se pode imaginar
A maior das vitórias é feita por muitas tentativas
Nas pequenas coisas, encontramos o valor da vida
As grandes conquistas não existiriam
Se não fossem alcançadas passo a passo
Da pequena semente brota a grande árvore
A natureza nos ensina
Não somos somente aquilo que parecemos
Somos muito mais
Somos grandes, somos fortes
Somos a sombra do nosso poder

30 de março de 2011

E agora, José?


Dedicado a José Alencar, ex vice-presidente da República. Falecido ontem, em São Paulo; após 13 anos de batalha contra um câncer e enfrentando dezessete cirurgias, nunca perdendo a esperança e a vitalidade.
Foi, como tantos brasileiros chamados José, um vitorioso. Apesar de ser um grande empresário e ser muito rico; nunca perdeu seu jeito humilde, como bom Mineiro. Atendia a todos com sorriso e cordialidade. 
Não era próximo a mim, porém sinto a sua partida. Faço essa humilde homenagem àquele que, contrariamente a tantas pessoas que vivem nesse mundo, soube valorizar a vida. 
Segue abaixo, a transcrição do belo poema "E agora, José?" escrito por Carlos Drummond de Andrade e eternizado na canção de mesmo nome, composta por Paulo Diniz.
Vá com Deus, José!

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José ?

e agora, você ?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama protesta,

e agora, José ? 


Está sem mulher,

está sem carinho,

está sem discurso,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José ?

 

E agora, José ?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora ?

 

Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora ?

 

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é duro, José !

 

Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José !

José, pra onde ?


28 de março de 2011

Pensamentos


Às vezes, fico me questionando: Quais os motivos que me levam a escrever?
Pensar e colocar no papel tudo o que sinto, a fim de transmitir meus pensamentos , por pra fora aquilo que guardo dentro do meu coração.
Escrever é como espalhar sementes em solo fértil; não se sabe quais irão vingar e transformar-se em vistosas árvores, dando frutos e disseminando as mensagens que por mim foram ditas.
Quem lê os textos por mim escritos, pode ou não captar as minhas ideias. Não escrevo para que necessariamente alguém leia, mas simplesmente para externar meus sonhos e a minha realidade.
Para mim, o ato de escrever é fundamental. É como se esculpisse na pedra uma mensagem que irá se perpetuar por todo o sempre.
O que foi escrito, está eternizado; já não faz parte de mim; está feito.
Agora, pertence ao mundo, faz parte do universo.

21 de março de 2011

Liquidificador de emoções

Pensar, agir, viver, sonhar
Sentir, saber, conhecer, acordar
Chorar, sorrir, conquistar, vencer
Alcançar, abraçar, caminhar, emocionar
Viver é estar em constante movimento
Mil pensamentos, mil sonhos
O mundo não para
Muitas vidas na mesma vida
Somos um, somos tantos
Misturar sentimentos, agregar experiências
Ir, voltar, subir e descer
Assim é a vida
Não podemos parar
Não podemos voltar
Dinâmica constante
O sabor da aventura
Um liquidificador de emoções

11 de março de 2011

Eterna madrugada

 
Bem-vindo, sereno da madrugada
Acolhe-me em teus braços, faça-me dormir
Traga a maciez da noite, o lume das estrelas
Do dia passado, somente lembranças
Do dia vindouro, muitas esperanças
A noite avança
O sereno faz-se presente
Em cada gota, um pensamento
De alegria, de amor, de expectativa
Tudo é envolto pela espessa névoa da madrugada
A vida se transforma, o ar se renova
Embalados pela ternura presente, difundem-se os sonhos
O frescor da manhã se aproxima
Vai-se o sereno, vem o orvalho da manhã
Tudo é diferente, um novo dia chegou
O mundo é o mesmo, são iguais as pessoas
A única certeza é que entre a vida e os sonhos
Sempre haverá uma madrugada

4 de março de 2011

Alegria, alegria


Quanta alegria, quanta folia
É carnaval!
Enxergar a vida com outros olhos
Colocar a fantasia
Dar vazão aos nossos sonhos
Brincar, pular e comemorar
A vida é uma festa
Quem dera fosse sempre carnaval
Todos alegres, todos cantando
Vivendo a vida como se fosse apenas aquele momento
E que a quarta-feira de cinzas nunca chegasse
Mas tudo tem seu tempo
Hoje é dia de festa; vamos aproveitar
E de alguma maneira tentar
Esticar essa alegria por todo o ano
Pois tudo tem um fim
O carnaval termina
A festa se acaba
A alegria continua