Uma porta e uma janela
Uma mesa quase vazia
Por cima, uma velha toalha
Um copo de café frio
Um pedaço de pão amanhecido
Um cinzeiro cheio
No pequeno e simples casebre
A porta ainda entreaberta
O vento frio que soprava
Balançava as cortinas
Num frenético balé de renda
O fogão de lenha ainda queimando
As cinzas traziam lembranças
De quem por ali passou
Mas vai voltar
O casebre não está vazio
Quem foi, logo ali estará
Esvaziará o cinzeiro
Comerá o pão com o café frio
Jogará as migalhas de pão pela janela
Fechará a porta
Chega a noite
A madrugada avança
O sol aparece
E tudo recomeça
Um novo dia, uma nova vida
Uma mesa quase vazia
Por cima, uma velha toalha
Um copo de café frio
Um pedaço de pão amanhecido
Um cinzeiro cheio
No pequeno e simples casebre
A porta ainda entreaberta
O vento frio que soprava
Balançava as cortinas
Num frenético balé de renda
O fogão de lenha ainda queimando
As cinzas traziam lembranças
De quem por ali passou
Mas vai voltar
O casebre não está vazio
Quem foi, logo ali estará
Esvaziará o cinzeiro
Comerá o pão com o café frio
Jogará as migalhas de pão pela janela
Fechará a porta
Chega a noite
A madrugada avança
O sol aparece
E tudo recomeça
Um novo dia, uma nova vida









