11 de março de 2014

Infinito


A alvíssima pomba bateu as asas
Alçou voo
Subiu
Ao encontro do infinito
Ao encontro de seu destino
Sempre voando
Sempre subindo
Nunca parando
Nunca desistindo
Seu ponto de parada à sua espera
Assim como, a tantos espera
Muitas pombas tentaram
Algumas conseguiram
Porém, somente a pomba branca venceu
Lá chegou
E assim, cumpriu-se sua missão
Que a cada dia se renova

31 de janeiro de 2014

Ser e estar

 
Estar é mais importante do que ser
Se somos, ponto final
O que se é, está feito
Se estamos, podemos ser...
Infinitas possibilidades

8 de janeiro de 2014

Fatos do destino


Finalmente, encontrei o caminho
Ou foi o caminho que me encontrou?
Não importa
O fato é que existe um destino a ser seguido...

2 de outubro de 2013

Tudo azul


O azul, esse charmoso azul
Presente no céu
Presente no mar
Presente no infinito
Azul, eterno azul
Leve meus pensamentos
Leve meus desejos
Leve meus sonhos
Traga felicidade
Traga realizações
Traga a tão sonhada paz
Quem dera todas as cores fossem azul...

13 de agosto de 2013

A cruz (autor desconhecido)


Um homem fez a promessa de carregar uma cruz até o alto de um monte, se tivesse certo desejo atendido. Deus concedeu o que pedia. Ele mandou fazer a cruz, e começou a caminhada.
Depois de vários dias, achou que a cruz pesava mais do que supunha, e, com um serrote emprestado, cortou boa parte da madeira.
Ao chegar no alto do monte, notou que, separada por uma fenda na terra, havia outra montanha. Nela, tudo era  paz e tranquilidade; mas precisava de uma ponte para chegar até lá.
Tentou usar a cruz, mas era curta para isto. E então reparou: o pedaço que havia cortado era exatamente o que estava faltando para que pudesse cruzar aquele abismo.

Da tela (Texto de Paulo Coelho)




O espírito de Deus presente em nós pode ser descrito como sendo uma tela de cinema. Por ali passam várias situações – pessoas amam, pessoas se separam, tesouros são descobertos, países distantes se revelam. 
Não importa, entretanto, qual o filme que está sendo projetado: a tela permanece sempre a mesma. 
Não importa se as lágrimas rolam, ou se o sangue escorre – porque nada pode atingir a brancura da tela. Assim como a tela de cinema, Deus está ali – atrás de toda a agonia e êxtase da vida. 
Todos nós vamos vê-lo quando o nosso filme terminar.

 ------------------------------------------------------------

Endereço do Blog de Paulo Coelho

http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/

20 de junho de 2013

A felicidade indestrutível



Eu quis explicar o que é felicidade
Mas desisti
É difícil definir esse sentimento
Mas acho que há uma explicação
Felicidade é muito mais do que algo a esclarecer
É saber que não podemos alcançar um conhecimento
E esse conhecimento, por ser inatingível
É indestrutível


3 de maio de 2013

O outro lado


No lado oculto da lua
De tudo pode existir...
O que não vemos, podemos imaginar
Assim como em tudo o que observamos
O azul pode ser amarelo
O grande pode ser pequeno
O quente pode ser frio
Enfim, nada é absoluto
O que se vê, de outro ângulo pode ser visto
Diferentemente da lua
Que a nós, apenas uma face revela
Deixando-nos apenas a imaginação...

25 de março de 2013

A reinvenção da vida


Sem palavras... Ouçam com o coração.

15 de março de 2013

Descaminhos

Sobre a mesa, um cálice de vinho. Uma lareira acesa, a janela entreaberta, o vento frio da madrugada... Nada se ouve, o silêncio impera naquele aconchegante ambiente. 
O tempo corre devagar, o presente insiste em ficar no passado; o futuro parece não querer chegar... Ao longe, ouvem-se passos; pequenos passos, devagar a seguir até aquele ambiente aconchegante. 
O ruído dos passos dá lugar ao som de uma respiração ofegante; novo silêncio... Aquela figura sombria de alguém a vagar em seus pensamentos, toma em suas mãos o cálice de vinho. 
Levanta-o até a altura de seus olhos, sente o aroma da fina bebida, e num só gole bebe todo o  conteúdo que ali existia. Um suspiro, um sentimento de alívio... 
Aquele alguém dirige-se à lareira; senta-se ao chão e, meditando, agradece. 
Por tantas dificuldades enfrentadas, por tantos caminhos tortuosos, tantas subidas e descidas, enfim; tudo o que passou, serviu para valorizar o que hoje recebe. Os degraus que enfrentou ficaram para trás. 
Os descaminhos desapareceram. Nada mais existe: a tristeza, a incerteza, as dificuldades. E do cálice de vinho, só ficou o cristal...