11 de junho de 2008

Essência


Mamãe, quanta saudade... Daqueles tempos de outrora.
Do sorriso da senhora, da alegria de viver...
Quando pequeno, sentia medo do temporal.
Mas ao primeiro sinal, para o seu colo corria.
Quando criança, doente, com carinho me cuidou.
E até me “amarrou” pra não poder me coçar...
Saudade das madrugadas que tão cedo levantava.
E assim me acordava para tomar o café.
Farda passada, banho tomado, e assim ia feliz ao exército servir...
Quanta preocupação quando distante morei.
Em São Paulo eu vivi, mas felizmente voltei.
Que boas lembranças eu tenho
da sua compreensão por não gostar de feijão.
Mas mesmo assim sentia-se muito grata.
Carne moída e batata fazia sem reclamar.
Preocupação, alegria, era assim seu dia-a-dia.
Comigo e toda a família, dedicação e amor.
Amor que se traduziu em realização.
Pois recebi sua bênção ao me casar com a Márcia.
Mamãe sabia que eu estava “em boas mãos” .
E sentiu sua missão cumprida porque sabia que eu estava feliz.
Por ter me dado a vida e me ensinado a viver.
Um dia partiu, mas não nos deixou.
Sua essência ficou e hoje simplesmente eu quero dizer:

Parabéns, Mamãe pelo seu aniversário.






3 comentários:

Anônimo disse...

Emoção... palavras simples e verdadeiras. Agradeço a DEUS por ter convivido com esta mulher de fibra e amor!!
Beijos.
Márcia

PÉ DE PITANGA disse...

Me fez chorar... de novo!
Bjs

ZAZÁ LEE disse...

Que lindo Pedro...
Chorei.

Zazá Lee